Durante a minha vida na GCM, conheci muitas pessoas de caráter, de energia e de uma força moral exemplar, uma em particular ficou na minha mente como presença vívida destas qualidades. A GCMF Iolanda, com quem trabalhei pouco tempo comparado ao meu tempo na ativa. Eu era rondante e ela era plantonista. Eu já a vi nervosa, já a vi chateada e já a vi triste, no entanto, em nenhum destes momentos o serviço dela foi influenciado por estas emoções, muito menos afetou o tratamento que dispensava aos companheiros; junto com a GCMF Rosana formavam um equipe exemplar, destas que o rondante fica tranquilo sabendo que o plantão estará em ordem, limpo, documentação em dia.
Apesar de não sermos amigos de um visitar a casa do outro, nutríamos um pelo outro, um respeito humano e profissional, na parte humana ela participou ativamente da organização do meu casamento, cuidando de detalhes de modo voluntário, inclusive resolvendo um problema que eu nem soube que ocorreu a não ser depois da cerimônia e pude agradecer a ela depois durante a festa.
A GCM Iolanda era uma profissional inserida em uma pessoa humilde que depositava uma confiança em seus superiores hierarquicos, respeitando ainda mais os que a ela mereciam respeito e aos demais apenas o tratamento formal previsto em regulamento.
Lembro que conquistei a confiança dela quando percebi que ela precisava da companhia de sua parceira de posto, a quem consegui remanejar para trabalhar com ela, lembro que não foi o fato de conseguir o remanejamento, mas o de perceber a situação sem que ela precisasse falar e nunca me arrependi de ter feito isto.
Com o passar do tempo a carreira acaba nos afastando e em um momento difícil da minha vida eu soube que ela estava internada, com um tratamento de câncer; neste período eu estava sofrendo sob a primeira crise de depressão que enfrentei, ao receber a notícia de que o estado dela estava se agravando, liguei para ela no hospital, consigo lembrar da voz dela, voz cansada, mas ainda carregada do companherismo profissional, da GCMF dedicada e profissional, infelizmente abalada pela doença.
Infelizmente, ela partiu.
Ficou a lembrança daquela pessoa em quem eu confiava, pessoa e profissional que fazendo falta aqui na Terra, com certeza está enchendo de alegria o céu.
Iolanda Aparecida Estracero; Pl 0902 - Saudades! Um dia vamos nos reencontrar.

Paiva, excelente texto, pleno de detalhes, além da emoção de contar a história que ajudou a escrever.
ResponderExcluirQuando cheguei na IR-Fó, em 22/12/1986, lembro que fui recepcionada por você, pelo GCM Alberto e o Edgard Lima; chegaram quatro recrutas: Roseli Quirino, Clara Pinese, Iolanda e eu, todas ansiosas , aguardando a chegada do ICR Wilson Bento, comandante da Bass 12 á época.
Obrigado! A ideia é esta, relembrar e compartilhar bons momentos!
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